
O transporte coletivo entrou na minha vida quando ingressei no ensino médio, aos 14 anos. Desde então, sempre observei as atitudes das pessoas dentro do veículo frente às diversas situações: brigas, assédios, contrangimentos, etc.
Nesse local de espaços disputados, adubei minha mente fertil – muita asneira. Transformando assim o “busão”, como um verdadeiro café filosófico.
Sentado, observando tudo, passava as horas que duravam o meu trajeto memorizando as imagens que a janela traz: brigas, reconciliações, amor, assaltos, assédios, cartões postais e aquela parte da cidade que não servem para tais postagens.
Mas nada se compara aos bêbados. O ambiente não é o mesmo sem eles, com suas peripécias e sinceridade – aquela indigna dos sóbrios. Penso assim, que se todos abandonassem a sobriedade, só por um momento, no mínimo, as viagens à escola seriam bem mais divertidas.

encial dado o crescimento da população prostestante dos últimos anos.